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Carta de conselheiros da CASSI aos Bancários do Banco do Brasil

Caros colegas bancários da ativa e aposentados,

Estamos nos momentos decisivos da campanha salarial. Hoje, à tarde, haverá nova negociação entre o Comando Nacional e a Fenaban. Infelizmente, o Comando dos Bancários sinalizou que está disposto a aceitar um acordo com validade de dois anos. Para nós, este é um grave equívoco, pois significa decretar que não haverá campanha salarial em 2017. Todos os ataques previstos, que não dependem de acordo coletivo, poderão ser implementados, sem reação.

Assim que concluírem as negociações na mesa da Fenaban, haverá a negociação específica do BB. Desde o início da campanha salarial, nós, conselheiros eleitos pela chapa 3 da CASSI (que subscrevemos esta nota), nos manifestamos que devemos debater o déficit da CASSI nesta mesa de negociação. Caso saiamos desta greve sem resolver este tema, ficaremos reféns da proposta apresentada pelo BB e já aceita pela maioria das entidades que compõe a mesa de negociação da CASSI. O BB tem deixado a CASSI sangrar para que qualquer tipo de proposta fosse bem aceita.

Na proposta atual, o rateio do déficit está desvinculado da atual proporção de contribuição (Banco contribui uma vez e meio do que os associados contribuem). E mais, esta proposta não resolverá o problema do déficit. Este é um filme repetido.

O BB, cada vez mais, se livra de sua responsabilidade de custear nossa saúde. E as mesmas entidades fizeram e ou representaram o mesmo papel.

Por isto, reafirmamos nosso chamado. Vamos nos manter firmes e afirmar para a direção do BB que não sairemos da greve sem que seja alterada a proposta de rateio. Quem nos adoece é quem tem a obrigação de pagar a conta.

Ângelo Argondizzi, Ronaldo de Moraes e Leodete Sandra, Káren Simone D Ávila, Luiz Pizetta – conselheiros da CASSI eleitos em Abril/2016