megafone-manchete

Diga NÃO ao aumento da contribuição da CASSI

Os conselheiros deliberativos eleitos pela Chapa 3 – A CASSI é Sua! se manifestaram contrários à aprovação da proposta do memorando de entendimentos, apresentado pelo Banco e pelas entidades representativas dos associados na reunião do CD, e votaram contra. Eles disseram “NÃO” à essa proposta.

Seguem, abaixo, as considerações desenvolvidas por eles que embasaram suas decisões:

A proposta apresentada pelo Banco se mostra insuficiente para zerar a diferença negativa mensal existente entre receitas e despesas da CASSI. Mesmo com o aporte de 40 milhões à Caixa, ela continuará fechando no vermelho. Portanto, não será a solução!

O Banco busca com essa proposta jogar parte considerável do déficit em nossas costas. Já fez isso nas reformas de 1996 e de 2007. Na primeira, triplicou nossa contribuição e na segunda, introduziu a coparticipação. As duas reformas com ônus aos associados, e sem que o problema fosse sanado. Agora apresenta uma proposta que sequer respeita a proporção estatutária de contribuição.

Também está claro que o desequilíbrio financeiro que gerou o déficit tem origem na política salarial implementada pelo Banco através do arrocho de nossos salários e das péssimas condições de trabalho, o que provoca um elevado nível de adoecimento aos seus funcionários.

Durante todo o período das negociações foi afirmado que não haveria alteração estatutária, no memorando há essa obrigatoriedade. Portanto, há um enorme risco de abrirmos um flanco para que esta despesa, ora apresentada como extraordinária, torne-se definitiva e insuficiente.

O memorando não estabelece o índice de reajuste das contribuições do banco. Ora, se o valor do Banco já é insuficiente, ele pode piorar dependendo de como será reajustado.

Não constam demarcações importantes para consultoria que será realizada. Assim, não há garantias no memorando de que ela não recomendará o fim da solidariedade e que em suas propostas venham soluções de mercado, como qualquer outro plano de saúde. Sabemos que a Cassi foi construída assentada neste princípio e não podemos correr o risco de colocá-la em xeque.

Em política, não acreditamos em impossibilidades e coisas intangíveis sem passar pela experiência da luta. E nisso falharam os sindicatos e as entidades ligadas ao funcionalismo que não se empenharam em promover um amplo e aprofundado debate na base dos associados com o concurso direto destes, donde poderiam surgir outras propostas alternativas a que está em questão, contribuindo para a verdadeira solução para nossa Caixa de Assistência.

Poderíamos avançar mais ao longo desses quase dois anos de negociação a portas fechadas. Não concordamos que o documento apresentado para a consulta seja o final se sabemos que seu conteúdo está muito aquém dos limites e possibilidades do patrocinador Banco do Brasil, até mesmo estatutariamente com a antecipação de recebíveis. E não com descabido empréstimo à CASSI a juros de mercado.

Por último, causa-nos estranheza e indignação, quando o Banco diz empenhar-se em solucionar os problemas da CASSI e fecha um acordo salarial com os funcionários em percentual abaixo da inflação que, de imediato, vai impactar direta e negativamente às contribuições à Caixa de Assistência. Dessa forma, a CASSI, por conta deste reajuste abaixo da inflação, deixará de receber no próximo ano aproximadamente 12 milhões.