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Em São Paulo, por unanimidade, bancários rejeitam proposta e greve continua

Nesta segunda-feira, tivemos rodada de assembleias e plenárias em todo o país. Prestes a completar 30 dias de paralisação, os bancários rejeitaram a última proposta apresentada pela FENABAN: um indecente acordo bianual, com 7% de reajuste, mais abono de R$ 3.300,00 em 2016 e a reposição da inflação mais 0,5% em 2017.

No final da semana anterior, com a apresentação desta proposta pela FENABAN, a reação dos bancários foi de indignação, com aumento da greve inclusive em alguns setores e estados. No BB, por exemplo, houve um movimento inédito da gerência média aderindo à greve e ajudando a convocar mais colegas para seguirem seu exemplo. O tiro da FENABAN saiu pela culatra.

Em São Paulo, a assembleia desta segunda rejeitou por unanimidade a proposta dos banqueiros e a greve continuará até que tenhamos uma proposta melhor para avaliar. A assembleia estava cheia, com cerca de 1000 bancários, refletindo as novas adesões à greve e demonstrando que o movimento ainda tem forças para continuar. Aos bancários que estavam em dúvida, foi explicado que não há possibilidades de que, após 30 dias, a greve seja enquadrada como abandono de emprego. A greve é um direito e os contratos de trabalho estão suspensos. Ninguém será prejudicado.

Infelizmente, a falta de democracia da diretoria do Sindicato transformou em confusão o que deveria ser uma assembleia tranquila para organizar os próximos passos do movimento. Depois dos informes dos diretores sobre o andamento do movimento, a diretoria não queria permitir que outros bancários falassem para fazer propostas. Depois de muita confusão, colocou-se em votação e as falas foram permitidas. Mas, na hora do encaminhamento, mais confusão. Apenas uma das propostas feitas foi encaminhada e, ainda, de forma tão confusa, que certamente a maioria dos presentes ficou em dúvida sobre o que estava votando.

Uma proposta muito importante, de que rejeitássemos desde já qualquer possibilidade de acordo bianual não foi sequer encaminhada pela mesa, que encerrou a assembleia bruscamente.

Os bancários saem da assembleia com o desafio de fortalecer o movimento, mas também de encher ainda mais as próximas assembleias e exigir da diretoria do sindicato que as conduza de forma democrática. Os bancários querem ir às assembleias não somente para ouvir informes, mas também para serem ouvidos, fazerem propostas e ajudarem a organizar o movimento.