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13 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO BANCO DO BRASIL

Por Assessoria do Mandato da Juliana Donato – CAREF – Banco do Brasil

 

1) Quais funcionários serão os mais prejudicados?

Os maiores prejudicados serão os colegas que trabalham nas unidades que forem fechadas ou naquelas em que vai haver redução de dotação. O banco não divulga qual é a redução total de comissões. Mas, se considerarmos apenas as agências que serão fechadas ou transformadas em postos, serão menos 780 vagas de gerente geral.  O banco iniciará um processo de concorrência, no qual estes funcionários terão que procurar um local para manter sua comissão e seu lugar de trabalho.  O banco não irá garantir a comissão, apenas uma vaga de escriturário na cidade. Já está claro que não teremos funções equivalentes ao cargo anterior para a grande maioria dos atingidos.

2) O que vai acontecer com o colega que não se realocar em uma vaga de seu interesse?

A partir de 01 de fevereiro de 2017, ele perderá a comissão e ficará recebendo, por 120 dias, o VCP (“esmolão”). Ele também poderá ser removido compulsoriamente para qualquer unidade do banco na cidade. Depois dos 120 dias, receberá o salário de escriturário.

3) Essa reestruturação não dará mais oportunidades de ascensão na carreira?

Não. As reestruturações foram feitas com o objetivo de baixar custos. Dessa vez, o banco deixou claro que não será possível concorrer a funções superiores, através do processo de concorrência especial.

4) As concorrências terão critérios objetivos?

As seleções do BB sempre tiveram critérios subjetivos, pois não existe uma prova objetiva para comissionar os funcionários. Este processo não vai ser diferente. Neste momento, todos os funcionários “excedentes” estarão desesperados para salvar suas comissões.

5) Os colegas serão pressionados para aderir ao PEAI?

Vai haver uma pressão natural sobre as pessoas enquadradas. Na situação em que o colega está em uma dependência encerrada, caso não adira, poderá ficar sem comissão e ter sua média salarial rebaixada significativamente. Nas unidades em que há excedentes (com o novo quadro), os colegas que não estão no público alvo do PEAI irão acabar estabelecendo pressão para o colega aderir.  Então, é uma situação que pode jogar colega contra colega.

6) Como fica o colega que não achar vaga equivalente e que tem mais de 10 anos na comissão?

Este colega precisará entrar na Justiça para requerer a incorporação da comissão ao salário. Existe súmula do TST (princípio da estabilidade econômica) na qual uma verba recebida por mais de 10 anos constitui-se como um direito adquirido.

7) A extensão da jornada de seis horas para os cargos de unidade estratégica e táticas do banco é uma vitória ?

O bancário tem o direito de trabalhar seis horas, sem redução salarial. O que o BB e outros bancos fazem é uma afronta à lei, colocando cargos técnicos para trabalhar oito horas. Aqui, o BB novamente utiliza um direito para atacar os trabalhadores e reduzir o salário de quem aderir à jornada de seis horas. Os sindicatos têm que ir à Justiça, questionar a redução salarial. É lamentável a CONTRAF/CUT solicitar a ampliação do plano para outros cargos, como engenheiros e advogados. Na prática, abandona a bandeira histórica dos bancários por seis horas semanais, sem redução salarial.

8) A CCV (Comissão de Conciliação Voluntária) é uma boa?

Em primeiro lugar, ainda não existe CCV instalada, porque isso depende de acordo a ser firmado com os sindicatos e o banco. Nas CCVs anteriores, os bancários que participaram receberam cerca de 20% dos valores devidos pelo banco. Nós devemos pressionar os sindicatos para entrarem com ações coletivas de sete e oito horas para esses cargos e ainda incentivar os colegas a entrar com ações individuais.

9) As condições de trabalho vão piorar?

A lógica de toda a reestruturação é atender uma demanda igual com um número menor de funcionários. Aqui, serão menos 9200 funcionários, com uma jornada de trabalho menor. Evidentemente, o assédio moral e os ritmos de trabalho vão aumentar.

10) A população será prejudicada?

A população pobre terá mais dificuldades para ser atendida, pois haverá uma demora ainda maior no atendimento. No Brasil, ainda é uma minoria que utiliza internet ou o celular para a realização de transações bancarias. A direção do banco divulga apenas o volume dessas transações, mas não o percentual que elas representam dentro do total de clientes.

11) Qual é a razão da queda da lucratividade do BB?

A inadimplência é o elemento que mais impacta os últimos balanços do BB. No último período, o banco fez empréstimos concentrados para grandes empresas do país. Algumas, inclusive, são as construtoras envolvidas no escândalo da Operação Lava Jato. Hoje, uma parte dessas empresas não está pagando por estar em recuperação judicial. Somente a OI e a Sete Brasil, que estão em recuperação judicial, têm dívidas que somam mais de R$ 8 bilhões com o Banco do Brasil.

12) E a reunião de negociação com a CONTRAF/CUT ?

A negociação não teve nenhum avanço. A postura da CONTRAF/CUT é vergonhosa, pois não se propõe a enfrentar a reestruturação, não é capaz de propor que o banco suspenda o processo de reestruturação. Não estabelece um calendário de luta e uma rodada nacional de assembleias. As garantias estabelecidas já estavam dadas antes da reunião. O BB respeitar os regulamentos dos planos de saúde e previdência é uma garantia legal, e o banco já tinha comunicado que seguiria esses regulamentos. Hoje em dia, ninguém é obrigado a migrar para seis horas em movimentação lateral para cargo equivalente. O banco já deixou claro que vai manter assim desde o início. Por exemplo, um colega que trabalha atualmente em uma agência como assistente de negócio, se conseguir uma vaga de assistente pleno em unidade de apoio, vai poder manter as oito horas. Esse critério já é aplicado hoje e sobre ele não existem novidades.  A grande exigência da CONTRAF/CUT é aumentar o prazo do “esmolão” por mais 4 meses, uma proposta que não enfrenta a reestruturação e não é capaz de lutar pela defesa da comissão dos nossos colegas.

13) O que fazer agora?

Não existe saída individual para essa situação. Setores que eram vistos como “intocáveis”, como super, gerevs, audit e, até mesmo, gepes, também estão no centro do furacão. Portanto, é necessário questionar a nova estrutura em sua totalidade. Precisamos desenvolver um plano de luta, com paralisações e atos, demostrando o repúdio dos funcionários do BB à proposta de reestruturação. Esse processo precisa ser combinado com uma ampla campanha na mídia, mostrando o quanto a população será prejudicada com o fechamento das agências, a diminuição no número de funcionários e o fortalecimento do caráter privado do BB.

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