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Absurdo! Banco impossibilita debate prévio sobre proposta para a CASSI!

Por Oposição Cassi 

Nesta terça-feira (8), o Banco do Brasil enviou Boletim Pessoal afirmando que nós, funcionários do BB, seremos convocados a decidir pela aprovação do Memorando fechado com as entidades, que prevê um aumento de 1% da nossa contribuição e faz com que o banco se desresponsabilize ainda mais por nossa saúde.

Qualquer alteração no estatuto deve ser aprovada por 2/3 de seus membros. Mas o Banco ataca a democracia e determinou a data do plebiscito no sistema para a partir do dia 11/11. Tudo isso foi definido unilateralmente pelo presidente da CASSI e DIPES e comunicado ontem via o boletim.

Tanto o Conselho Deliberativo da CASSI quanto os diretores eleitos sequer foram consultados sobre estes prazos.  Tudo isso foi decido a portas fechadas.

Hoje e amanhã estão sendo realizadas reuniões EM TODAS AS DEPENDÊNCIAS DO BB com este objetivo. Nas agências, inclusive, os administradores do Banco estão chamando reuniões abertas aos aposentados.

Infelizmente, a CONTRAF/CUT aprofunda sua política de amiga do patrão. Ela é sócia nesse golpe contra o funcionalismo. Na maior parte dos sindicatos não foi capaz de garantir espaço para a campanha do “Não” e realizar debate na maior dependência do BB para esclarecer o assunto aos funcionários. Em pleno mandato Temer, esta entidade continua atuando como correia de transmissão dos interesses do governo.

No dia 8 também, o Banco alterou vários termos da redação da Resolução do Conselho Deliberativo. Não foram capazes de ao menos chamar uma reunião presencial. E realizando uma consulta telefônica aos membros, mais uma vez aprovou a medida com o vergonhoso apoio da CUT.

Para entender o quanto isso é absurdo, basta observar, na mensagem do Banco, em que é dito que o compromisso do BB é “da ordem de R$ 23 milhões por mês, até dezembro de 2019”. Até o presente momento, não existe compromisso sobre atualização da “parte do Banco”. Além do mais, é importante alertar os nossos colegas que a mudança estatutária que estaremos aprovando inclui o artigo 91, que estabelece exclusivamente a contribuição extraordinária dos funcionários. O “ressarcimento” do BB não estará no Estatuto. O que isto significa? Que, juridicamente, apenas os associados são responsáveis pela cobertura do déficit. Você concorda com isso?

A ingerência do Banco passa por cima de nosso direito de decidir. O debate sobre a proposta de mudança estatutária não foi feita na maior parte do país.

Exigimos das entidades da mesa de negociação que impeçam a realização do plebiscito sem o debate prévio e democrático. Ou serão coniventes com esta ingerência? Permitirão que esta proposta seja votada sem que as pessoas possam debater previamente?

William Mendes, um dos diretores eleitos da CASSI, publicou nota se declarando contrário ao processo do Banco de agilizar a votação, afirmando que “é necessário que haja campanha de esclarecimento por parte da própria Cassi aos associados sobre a importância da participação de tod@s no processo”.

Exigimos a mesma posição dos demais companheiros, por se tratar da defesa da transparência e democracia de nossa Caixa de Assistência.

Nós da campanha do “Diga Não” chamamos o conjunto dos funcionários a rejeitarem essa proposta, votando “Não” no SISBB. Nossa resposta será um claro recado ao Banco e a direção da CONTRAF/CUT e da CONTEC e obrigará a retomada das negociações. Se o Banco passar por cima deste nosso direito e não conseguirmos suspender a votação, orientamos a todos que votem no último dia da consulta. Não vote nulo/branco. Não opte pela abstenção. Pelo direito de melhor conhecer a proposta, contra este golpe contra nós funcionários e aposentados, vote “Não”.