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NOTA DO MNOB: “É NECESSÁRIO DERROTAR A REESTRUTURAÇÃO DO BB”

Confira a nota do MNOB (CSP-Conlutas) sobre a urgência de organizar a luta contra a reestruturação do Banco do Brasil:

 

É necessário derrotar a reestruturação do BB

Pela convocação imediata de assembléias em todo o país para nacionalizar e unificar a resistência!

Se o BB não suspender o Pacotão vamos construir, pela base, uma forte greve.

No dia 22/11 ocorreu uma reunião da CONTRAF/ CUT com a direção do Banco do Brasil. De acordo com o relato da reunião em seu site, a CONTRAF criticou o processo, cobrou mais transparência (informações detalhadas sobre os cortes), garantia de remuneração e ampliação do “esmolão” (VCP) para 12 meses e estendido aos caixas executivos. Além disto, a Comissão de Empresa/CONTRAF solicitou ao BB que outros cargos de analista/assessores também fossem contemplados com opção para jornada de seis horas. No dia 26/11, em outra matéria do site, a Contraf comemorou a prorrogação da data para inscrições no TAO Especial (para 12/12) como uma primeira vitória, por ter sido sua solicitação formal . A CONTRAF/ CUT anunciou dia 29/11 como dia nacional de luta contra a reestruturação.

A orientação de um “dia de preto – Black Friday” em 25/11 ocorreu a partir de propostas de delegados sindicais, assumida pela Federação de Bancários do Rio e, somente às vésperas, divulgado pela CONTRAF. Mas mostrou uma disposição da categoria em resistir. Vários lugares onde o sindicato nem mesmo avisou a realização do dia de luto, os colegas vestiram preto e muitos postaram fotos de suas agências na internet. A auto-organização dos funcionários garantiu um “dia de luto” vitorioso.

A direção da CONTRAF/ CUT não tem organizado de forma consistente a resistência. Ao contrário, sua estratégia vai no sentido de construir pequenas ações que lhe permita negociar uma “minimização de danos” do Pacote. A aprovação de uma paralisação para 24 horas nos grandes prédios de São Paulo, pelos trabalhadores em assembléia realizada na manhã do próprio dia 29/11, demonstra que é possível construir um enfrentamento que envolva o conjunto do funcionalismo. No total, os prédios de SP que pararam, trabalham por volta de 4000 funcionários. 90% desses setores não estão perdendo vaga no processo de reestruturação, mas mesmo assim votaram em uma assembleia histórica, às 11h da manhã, que ficariam paralisados durante todo o dia todo, mesmo sabendo que o mais provável é ter o registro de falta no dia.

O Procon/MA conseguiu liminar para impedir o fechamento das agências do BB no Maranhão. É necessário que os sindicatos e a CONTRAF/CUT tenham iniciativas também no campo jurídico.
Precisamos aproveitar este momento da conjuntura em que o governo Temer está sendo questionado. A queda do seu 6º ministro e o envolvimento direto de Temer na denúncia de Marcelo Calero é uma ótima oportunidade para demonstrarmos ao funcionalismo e ao conjunto da população, que é possível derrotar este plano de conjunto.

A nossa bandeira é enfrentar a reestruturação como um todo e exigir que o BB suspenda todo processo de fechamento de unidades e descomissionamentos.

Além disto, devemos lutar pela jornada de 6 horas sem redução salarial. Inclusive, vários sindicatos, entraram com medidas judicias que contestam o rebaixamento salarial no Plano de Funções. Portanto, é totalmente equivocado a CONTRAF reivindicar que “mais comissões” sejam enquadradas no atual Plano de Funções do BB, que é uma verdadeira afronta ao nosso direito adquirido.

Consideramos, ainda, que é uma tarefa da CONTRAF cobrar do BB que faça contribuições extras sobre as indenizações do PEAI à Cassi. Afinal de contas, a direção do BB, dias antes do anúncio do Plano, afirmava categoricamente que a aprovação do novo Estatuto resolveria o déficit da Cassi . Com o brutal rebaixamento salarial da folha de pagamento previsto na Reestruturação, a situação financeira da Cassi irá se agravar com muita rapidez.

Segundo a presidente do Sindicato de São Paulo, o BB afirmou em mesa que vai descomissionar todo o público alvo que não aderir ao PEAI. Realizou-se ainda uma mudança da Instrução Normativa que atinge os funcionários que estão com ação judicial contra o BB. O tempo urge. Os colegas estão desesperados buscando saídas. Há centenas de colegas inseguros, se aderem ou não ao PEAI. Dificilmente as adesões chegarão a casa dos 9.400 (número de vagas cortadas). Caso não construamos uma forte resistência agora, o Banco poderá desferir ataques ainda mais graves nos próximos meses.

Vários Sindicatos nesta semana realizaram plenárias, manifestações e paralisações. Mas existem bases importantes da CONTRAF/CUT, como Brasília, São Paulo e Curitiba, que até o momento não fizeram ações importantes de enfrentamento contra o banco. A paralisação que aconteceu em São Paulo poderia ter sido realizado em todo o país. Mas é necessário definir uma data em que todas as bases estejam reunidas em assembléia, é possível organizar um dia nacional de paralisação em todo o país. Também acreditamos ser necessária a convocação de um encontro aberto do funcionalismo do BB e da CEF. É fundamental dar um passo além, unificando, também com as lutas da juventude, servidores públicos e demais categorias, contra a PEC55, Reforma da Previdência e demais ataques. A unidade só nos fortalecerá.

Se a CONTRAF/CUT não organizar a categoria, nós vamos começar a organizá-la pela base, organizando assembleias convocadas através de abaixo-assinados como prevê os estatutos dos sindicatos.

A próxima “rodada de negociação” será realizada no dia 1º de dezembro. Consideramos importante que todos os Sindicatos de capitais ou estaduais possam participar de tal negociação. Por isto, exigimos que os Sindicatos de Bancários do Maranhão e Rio Grande do Norte também tenham assento nesta mesa. E, caso a direção do BB não mude sua postura, que seja convocado um dia nacional de greve do funcionalismo do BB.