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A VIDA DAS BANCÁRIAS VAI PIORAR COM A REESTRUTURAÇÃO DO BANCO DO BRASIL E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!

Por Assessoria do Mandato da Juliana Donato – CAREF – Banco do Brasil

 

A UOL publicou, no dia 02/12, uma reportagem mostrando que, em média, a mulher ganha 76% do salário de um homem na mesma função, segundo dados do IBGE.

A situação não é diferente no setor bancário, onde, segundo dados do DIEESE, as mulheres admitidas nos bancos em media iniciam ganhando 71,5% do salários dos homens que entram para trabalhar nos bancos.

No Banco do Brasil, a situação não é diferente: os altos cargos, em sua maioria, são preenchidos por homens. Hoje, o BB não tem nenhuma mulher vice-presidente e tem apenas uma diretora. É o pior índice de mulheres em cargo de direção entre todos os principais bancos no país.

Por outro lado, as mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelo trabalho doméstico. No mesmo dia 02/12, a UOL publicou outra notícia afirmando que as mulheres gastam o dobro de tempo em tarefas domésticas do que os homens e, pior, esses dados não sofreram alteração nos últimos 11 anos.

A reestruturação do BB vai atingir mais duramente as mulheres, porque elas têm muito mais dificuldades em mudar de cidade para manter suas comissões. Isso vai agravar, ainda mais, a diferença salarial entre homens e mulheres no banco.

Nesse mesmo sentido, a Reforma da Previdência, que é um ataque a todos os trabalhadores, tem um ataque especial às mulheres, pois pretende igualar a idade para a aposentadoria entre homens e mulheres.

Infelizmente, a PREVI já estabelece hoje a idade mínima de 50 anos para se aposentar, não diferenciando homens e mulheres.

Acreditamos que, enquanto não houver igualdade salarial e na divisão das tarefas domésticas, é inaceitável existirem as mesmas condições para aposentadoria entre homens e mulheres.