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EM 2017, A REESTRUTURAÇÃO DO BANCO DO BRASIL VAI FAZER MAIS DE 2800 COLEGAS PERDEREM AS SUAS COMISSÕES

Por Assessoria do Mandato da Juliana Donato no CAREF – Banco do Brasil

 

No próximo ano, 2846 colegas, no mínimo, vão perder as suas comissões. Os números nacionais mostram que a soma dos colegas que estão em excesso pela diminuição da sua unidade ou da dotação de comissões da sua unidade é muito superior às vagas de comissionados que se abriram com a saída de colegas pelo PEAI.

Nacionalmente, nós temos 10142 colegas considerados excedentes em suas unidades e temos 5428 vagas abertas e, ainda, 1868 desligamentos de colegas que devem acontecer ainda pelo PEAI.

Existem estados nos quais a situação é muito mais delicada, como é o caso de São Paulo, onde 1330 colegas devem ser descomissionados, porque temos 1604 vagas e 380 desligamentos, que devem acontecer nos próximos dias. Dessa forma, ficam faltando comissões para 1330 colegas.

Em Santa Catarina, os números também são bastante dramáticos: 413 colegas vão perder suas comissões, existem 214 vagas e faltam apenas 48 colegas para se desligarem. Porém, no total, 675 colegas estão como excedentes. No Rio Grande do Sul, faltam 227 vagas; no Rio de Janeiro, 171; na Bahia, 166.

A realidade consegue ser pior porque, na hora de procurar a vaga, não vai ser possível encontrá-la na mesma cidade e na função equivalente. Assim, devemos ter um número maior de colegas que vão assumir uma comissão inferior ou vão ter que mudar de cidade para manter alguma comissão.

Apesar do presidente do Banco do Brasil ter negado, em entrevista ao Correio Brasiliense, que as mudanças tenham sido feitas de forma unilateral, a verdade é que o banco não realizou nenhuma negociação com o funcionalismo e nunca aceitou discutir elementos centrais do processo de reestruturação.

Infelizmente, a ação da maioria dos nossos sindicatos está aquém dessa realidade. Era esperado que a CONTRAF/CUT estivesse preparando uma greve nacional da categoria, chamando uma rodada nacional de assembleias e a unidade com outros sindicatos para enfrentar os ataques. Mas não é isso o que vem acontecendo.

Nesse momento, deveríamos ter uma campanha nacional de mídia denunciando a reestruturação do banco. Mesmo coisas simples, como orientar os sindicatos a entrarem com medidas judiciais contra a reestruturação, não estamos vendo. O sindicato de São Paulo, Osasco e região chegou a rasgar o seu estatuto quando não convocou uma assembleia que era reivindicada por mais 1% dos sócios, como exige a previsão estatutária.

As duas medidas judiciais favoráveis em primeira instância partiram de denúncias feitas pelos sindicatos ligados à oposição ao PROCON do Maranhão e ao Ministério Público do Rio Grande do Norte. Nada fizeram os sindicatos dirigidos pela CONTRAF/CUT.

Nós da Oposição Bancária, dentro das nossas possibilidades, vamos continuar fortalecendo as iniciativas que enfrentem esse processo de reestruturação, pois não aceitamos negociar somente migalhas, ao contrário da proposta da CONTRAF/CUT de prorrogar o “esmolão”.

Por outro lado, também vamos continuar com a nossa exigência de que se convoque uma rodada nacional de assembleias, com o objetivo de aprovar um plano nacional de luta e a unidade com as outras categorias para enfrentar os ataques da direção do Banco do Brasil e do governo Temer, como as reformas Trabalhista e da Previdência.