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BNDES VAI SALVAR MAIS DUAS GRANDES EMPRESAS PRIVADAS!

Por Assessoria do Mandato da Juliana Donato – CAREF – Banco do Brasil

 

O BNDES anunciou duas grandes operações para ajudar duas grandes empresas. Em primeiro lugar, o BNDES vai liberar 145 milhões de reais à Queiroz Galvão, para uma obra em Honduras.

O financiamento estava parado desde junho de 2015, pois uma ação civil pública contra empreiteiras, aberta pela Advocacia Geral da União (AGU), suspendeu obras em nove países acusadas de improbidade administrativa.

Todas as obras eram realizadas por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, como Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. A notícia foi publicada na UOL.

Em segundo lugar, o BNDES vai converter debentures do frigorífico  Marfrig em ações. A operação vai ser no valor de 2,15 bilhões de reais, ou seja, o BNDES vai pagar três vezes o valor de mercado atual das ações.

O frigorífico Marfrig, o segundo maior do país, tem histórico de receber polpudos financiamentos do governo: o BNDES já colocou R$ 1 bilhão em capital na Marfrig entre 2007 e 2009; depois, o BNDES aceitou comprar R$ 2,5 bilhões em títulos de dívida conversíveis em ações emitidas pela Marfrig em julho de 2010; em 2014, o banco aceitou trocar debentures por títulos de mais longo prazo do frigorífico.

As duas operações demonstram que o discurso de que o governo está quebrado e, por isso, preciso fazer cortes não vale para as grandes empresas. Hoje, as grandes empresas continuam recebendo injeções bilionárias do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

No momento em que enfrentam dificuldades, recebem refinanciamentos bilionários desses bancos. Quando não existe possibilidade de continuar a ciranda e as empresas entram em recuperação judicial ou falência, os micos ficam com os bancos públicos. Essa é a situação atual da Sete Brasil, da OI e da OAS.

Além disso, os juros dos empréstimos do BNDES são muito menores do que os juros oferecidos aos trabalhadores, como é o do cartão de crédito, por exemplo.

Em nosso mandato de representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil, sempre lutamos contra o financiamento das grandes empresas pelo banco. O BB, a CEF e o BNDES devem cumprir um papel de bancos públicos, financiando habitação popular, pequenos agricultores e os trabalhadores.