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UM DIA TRISTE PARA OS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

Por Assessoria do Mandato da Juliana Donato – CAREF – Banco do Brasil

 

Hoje é um dia triste para os funcionários do Banco do Brasil. Por orientação da Diretoria de Pessoas, os comitês de administração estão informando oficialmente aos funcionários que foram escolhidos para ficarem como excedentes. Logo, estes colegas  serão descomissionados e ficarão recebendo os valores de suas comissões por 4 meses, o famoso “esmolão”. Depois desse prazo, receberão seus salários como escriturários.

No BB, a comissão é, em grande parte dos casos, mais da metade do salário. Os colegas terão uma redução drástica dos seus vencimentos. Como resultado, teremos um aumento, ainda maior, no adoecimento da categoria. Vários colegas e suas famílias passaram por dificuldades.

O BB terá funcionários menos motivados e uma piora no ambiente de trabalho. Também verá uma multiplicação de ações trabalhistas, porque grande parte dos funcionários prejudicados vão procurar a Justiça. O TST tem súmula afirmando que os vencimentos recebidos por mais de dez anos se tornam parte integrante do salário.

No balanço do BB, o segundo item que tem mais impacto negativo no lucro do banco, perdendo somente para a inadimplência, são as provisões para o pagamento de ações trabalhistas.

Mas, o mais impressionante é que, enquanto estamos vendo um duro ataque aos funcionários do Banco do Brasil, o movimento sindical não consegue organizar um movimento sério de resistência. A CONTRAF/CUT não foi capaz de organizar assembleias na base dos seus sindicatos.

Em São Paulo, o sindicato não convocou assembleia, mesmo depois que a oposição entregou um pedido, assinado com mais de 1% dos sócios, como é previsto no estatuto da entidade. No maior sindicato da categoria, não foi feita nem uma plenária de delegados sindicais.

Os grandes sindicatos não foram capazes de organizar uma campanha de mídia para denunciar como a reestruturação prejudica a maior parte da população e  os funcionários.

Se é essa a política da CUT para enfrentar os ataques do governo Temer, a possibilidade de construirmos uma greve geral não vai sair do papel.

Nós da oposição, dentro das nossas possibilidades, vamos continuar denunciando a reestruturação feita no BB e a paralisia dos sindicatos cutistas para enfrentá-la. Também vamos continuar debatendo com a categoria a necessidade de defendemos o caráter publico do BB e que ele sirva ao conjunto da população.