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COMEÇOU A REESTRUTURAÇÃO DO BANCO DO BRASIL!

Por Assessoria do Mandato da Juliana Donato – CAREF – Banco do Brasil

O Banco do Brasil cumpriu o prometido: no dia 1 de fevereiro, descomissionou centenas de colegas e fechou mais de 400 agências. Esse processo prejudica a população mais pobre, que ficará sem atendimento bancário. Por outro lado, a reestruturação vai eliminar os empregos de trabalhadores terceirizados, estagiários e menores aprendizes. Além disso, centenas de colegas bancários terão uma redução drástica do seu salário.

Agora, vamos iniciar outra parte lamentável da reestruturação, pois os colegas que estiverem em excesso no quadro como escriturários poderão ser removidos para outras agências na cidade. Imagine um colega de São Paulo, que perdeu a comissão na Zona Leste, transferido como escriturário para trabalhar na Zona Sul de São Paulo.

A CONTRAF/CUT se negou a organizar a luta para enfrentar todo esse processo. Por isso, não tivemos assembleias nos principais sindicatos para organizar a luta contra esses planos, nem uma campanha de mídia para denunciar os efeitos da reestruturação para população. No dia em que os colegas foram comunicados sobre quais seriam descomissionados, não tivemos um ato ou mesmo uma nota da CONTRAF/CUT denunciando. A CONTRAF/CUT não conseguiu nem negociar suas migalhas, como o adiamento da data dos descomissionamentos, do fechamento das agências e um VCP maior (“esmolão”).

As transferências compulsórias e o descomissionamento mostram como o banco nos considera somente números. Ele não está nada preocupado com a dedicação que os colegas tiveram pelo banco e com os sofrimentos das pessoas com todo esse processo.

O movimento sindical tem a obrigação de organizar uma resposta ao maior ataque ao funcionalismo do BB desde o governo FHC. A CONTRAF/CUT precisa romper com seu imobilismo. A luta os bancários precisa ser articulada com a luta de todos os trabalhadores. A luta contra as reformas trabalhista e previdenciária é uma luta de todos nós e precisa estar articulada com a luta contra a reestruturação. É necessário debater a construção de uma greve geral em cada local de trabalho, para derrotar todos estes ataques. Mas, é preciso que a CUT, a CTB e a Força Sindical queiram construir de verdade a greve geral.

Nós da oposição vamos continuar exigindo um plano nacional de luta para enfrentar a reestruturação e assembleias em todo o país para discutir e votar esse plano.